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All music by Ataualba Meirelles.
- Francamente #2
- Vibhuti
- 2002
- Pedra que Brilha -- mp3
- Atlântico Sul
- Clube X -- mp3
- Aiuruoca
- Lu e Lena
- NinGameOver
- Pierrot Solaire
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Back in 1999, Ataualba Meirelles (September 27, 1961 - Salvador, Bahia)
produced an unusual album entitled Projeto
1000 Zic Buk 2. What was uncommon about that undertaking was
twofold. First, the album was not capitalizing on more popular musical
styles from Bahia. Second, Meirelles included several instrumental tracks
in the album that clearly left room for good things to come. So, after
some time and two years in his own studio, Meirelles recorded Trégua
do Absurdo, an instrumental collection of his own compositions.
The album was released in April 2005 and is Meirelles' first solo recording.
Ataualba Meirelles has been making music for 23 years. He has performed
with and directed other musicians both in Brazil and abroad, including
Margareth Menezes, Gerônimo, Batatinha, Saul Barbosa, Edil Pacheco,
Xangai and others. He has also written music for movies and theatre,
and it is in his home studio that he spends most of his time producing
and arranging for himself and other artists.
Trégua do Absurdo once again demonstrates Meirelles'
careful and meticulous production. Not
choosing popular rhythms from Bahia and recording an instrumental
album was, in Meirelles' own words, "somewhat suicidal." Without strong
financial backing, Meirelles had to rely on all musicians' willingness
to make the record against all odds. In addition to composing and arranging
all music for the album, he also played bass, synthesizers, acoustic guitar
and some percussion. The musicians featured in the album include Andréa
Daltro, Nana Meirelles and Júlio Miranda (vocals); Marquinho de Carvalho
(keyboards); Ricardo Marques (guitars, cavaquinho, bandolim); Tony Augusto
and Jurandir Santana (guitars); Márcio Diniz and Mauro Tahim (drums);
Giba Conceição (percussion); Danilo Santana (piano); Tota Portela (flutes);
Joatan Nascimento (trumpet); and Fred Dantas (trombone).
The various musical genres --
ijexá, baião, samba, pop, jazz and even Bahia's popular axé -- enrich
the listening experience you will encounter in Trégua
do Absurdo. Whether in the electric opener, "Francamente #2,"
with its synthesizers in constant duel with percussion, or Jurandir
Santana's fiery guitar solo in "Vibhuti," or Torta Portela's captivating
flutes in "Pedra que Brilha" and Fred Dantas' lively trombone in the
animated samba "Clube X," the album goes beyond what Meirelles defined
as "original and happy." Trégua
do Absurdo is never short of spice
and substance.
Ataualba Meirelles Talks About Each Track in Trégua
do Absurdo |
(For an English version of the following, please visit Daniella
Thompson's
Musica Brasiliensis)
Francamente #2
Tem esse título porque a
linha de baixo e a levada foram tiradas de um antigo tema meu (Francamente),
mas a melodia e harmonia são outras. A linha de baixo utiliza
uma série de 8 notas, claro, sem o rigor do serialismo
acadêmico.
Algo que gosto nela é o jogo rítmico. Embora tenha a
alma em 6 por 8, sua levada finge um 4 por 4 o tempo todo e os agogôs
insistem em tocar um ijexá no meio disso. A gravação
foi valorizada pela ótima voz de Andréa Daltro, que,
como poucas, soube interpretar o tema, numa região tão
difícil.
Vibhuti
É um ijexá onde o tema é meio insólito.
A parte B tem um clima especial com a participação do vocal
de Júlio Miranda. Os improvisos dos ótimos músicos
Danilo Santana e Jurandir Santana (não são irmãos),
levantam a música.
2002
Foi a primeira faixa gravada. Com ela, estou homenageando
duas pessoas que nos deixaram em 2002. Bastola, era percussionista baiano
e muito querido de todos por aqui. George Harrison também era
muito querido de todos e deixou em mim uma saudade inexplicável.
No meio da música, tento mostrar uma passagem, entre dois momentos,
num trecho vocal. Mas o segundo momento, inesperadamente, segue igual
ao primeiro, lembrando que a vida continua tanto pra nós, quanto
pra eles. Essa música aqui na cidade, em forma de vinheta,
virou a marca de um momento cultural na TV, e persiste a quase dois anos.
Pedra Que Brilha
É um baião alegre e cheio de flautas.
Na língua indígena Tupy-guarany, "pedra que brilha" significa
Itaberaba, que é uma cidade da Bahia, bastante quente, onde minha
mãe nasceu. A música foi classificada entre as 14 melhores
(em meio a 1.500 músicas) no Festival da Rádio Educadora,
em 2004. No início, fazemos um maracatu, sugerido pelo baterista
Márcio Diniz, que ficou muito bem com o molho da zabumba
e triângulo de Giba.
Atlântico Sul
Mostra a cara dos anos 70, com aquele groove
da guitarra wah wah de Tony Augusto e o piano rhodes de Marquinho de
Carvalho. Os repiques com vassourinha (idéia de Giba) criam um
clima especial na intro e na parte B. O tema é curto no trompete
de Joatan Nascimento mas diz tudo. De resto, é groove.
Clube X
Era o nome de um time de futebol que meu pai tinha
na minha infância. Meu pai é engenheiro e daí o nome
cartesiano. Fiz um sambinha típico, que me lembrasse as partidas
de futebol que assistia na infância. O trombone de Fred Dantas
faz o tema inicial e valoriza seu momento no improviso. Na parte B, o
vocal de Júlio caracteriza o tema final, arrematando a coisa toda.
Aiuruoca
É
uma pequena cidade do sul de Minas Gerais. A
cidade tem características singulares. Fica entre altas montanhas
e são avistados ovnis com frequência. A música é algo
próximo do cool jazz, bastante valorizada pela interpretação
do piano de Marquinho e do trompete de Joatan.
Lu e Lena
É
uma homenagem a minhas filhas. A música é um
pop despretensioso e bom de ouvir, onde arrisco um vocal no final.
NinGameOver
É
a mais radical das faixas. Com uso desenfreado
da técnica serial, a música entra num clima de game, questionando
o momento de nossa civilização global (será fim
de jogo?). Depois a música vai dar num sambinha, usando como harmonia,
apenas um bandolim.
Pierrot Solaire
É é uma brincadeira
com o axé music
(ritmo bastante popular na Bahia). A música faz uso, na parte
B, de uma linha serial no baixo e uma melodia igualmente serial na flauta.
Tudo caminhando sobre um compasso alternado (7 por 4). O nome sugestivo é uma
alusão a Pierrot Lunaire de Schönberg (um marco da
música
serial), e ao mesmo tempo, uma referência ao carnaval baiano.
If you would like to contact the artist directly about this album, please write him here.
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E.L. |
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